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domingo, 9 de maio de 2010

quando ficar na cama é uma boa

vamos a mais um assunto que, talvez, esteja se repetindo, mas enfim. você, leitor, já passou por aqueles dias em que a vontade de sair da cama é menor do que zero? não é preguiça, não é falta do que fazer... o que é então? o mal de viver, a melancolia?

hoje meu dia foi assim. não saí da cama. fiquei o dia inteiro deitado, esperando a morte chegar, bravo com o mundo, de cara amarrada, conversando pouco com as visitas e com meu pai, que a todo o momento queria me fazer sair da cama para fazer algo: "te mexe um pouco", dizia ele. e eu nada, só reclamando que estava com dor e que não iria sair daqui, da camo, no caso, por nada no mundo.

finalmente, lá pelas 20h, resolvi levantar para jantar, a juju estava aqui e é sempre divertido comer com ela. acho que ela pegou um hábito de uma ex minha que não podia senta-se à mesa sem alguma coisa para beber: "maria, acho que tu esqueceu alguma coisa", disse a juju, repetidas vezes, até que chegou a tão esperada coca-cola. =)

vi um pedaço da novela (eu a vejo quando sei que tem paria na jogada, aí mato um pouco a saudade daquele lugar mágico), mas chegou uma hora que eu não conseguia mais ficsar sentado, precisava me deitar de qualquer jeito; acho que a mudança de tempo colabora um monte com a dor. essa dor filha da puta que eu sinto everyday, às vezes, mais, às vezes, menos.

uma vez na cama, fiquei pensando várias coisas, inclusive na cinderela (sei que não posso mais falar dela aqui, mas peço uma exceção hoje). e foi só pensar nela que recebo uma mensagem no celular. quando tocou o bipe do meu telefone, avisando que uma memsagem chegara, eu já sabia que era dela. e senti aquele prazer inundar o meu corpo - "uma mensagem da cinderela", pensei. bom, trocamos algumas palavras e ficou por aí.

em verdade vos digo, sem a cinderela por perto, não tenho muita vontade de escrever. ela é a minha musa inspiradora, que me faz querer escrever, pensar e criar. no fim das contas, com esse distanciamento, tenho duas opções: escrever, mesmo assim, textos que não tem o mesmo conteúdo recheado de carinho e amor, ou parar de escrever de uma vez por todas.

eu não quero parar de escrever, mas apesar do tempo livre, poucas coisas vem à cabeça, poucas coisas úteis e admissíveis, afinal, tem coisas que eu nunca vou escrever, nem sobre a cinderela, nem sobre ninguém. esse blog não é uma máquina de lavar roupa suja, muito menos roupa velha.

como encerra sempre seus textos, copio de um amigo: "saravá!"

sexta-feira, 23 de abril de 2010

as pedras, as rochas e o castelo

é de tarde. o tempo está feio. uma garoa fina lá fora. frio. e contra todos os prognósticos, eu resolvi sair debaixo das minhas cobertas quentinhas e saí de casa. quero aproveitar meus últimos dias em caxias antes de voltar para casa.

hoje não falei com a cinderela ainda. estou esperando um contato dela, que ainda não veio. de toute façon, me sinto bem. sei que o castelo branco está inteirinho, todo ornado com aquelas flores brancas e amarelas, e com um lindo jardim ao redor. no castelo branco o tempo nunca fica ruim. sempre tem sol, a temperatura é agradável e se ouvem pássaros cantarolando o tempo todo. a grama é verdinha. os arbustos são cheios de flores.

em menos de uma semana eu vou embora, mas um pedaço de mim vai ficar aqui. se isso é bom ou ruim, só o tempo vai dizer. se eu estou certo em querer manter esse castelo de pé, só o tempo vai me dizer, também. antigamente isso me incomodava, hoje não me incomoda mais. acho que amadureci. e além de ter amadurecido, aprendi a lidar com as pedras que sempre se colocam no nosso caminho.

você, amigo leitor, já sabe o que fazer com as pedrinhas que se colocam no seu caminho? estes dias eu escrevi sobre as rochas que nos cercam; família, amigos, amores, conhecidos, desconhecidos. você pode usar essas pedrinhas e construir rochas ao seu redor, que lhe ajudem a superar momentos difíceis. você vai ver. elas sempre serão úteis. eu recolho todas as que eu encontro pelo meu caminho.

faça a sua parte, recolha as suas, e faça coisas boas com elas. =)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

o amor de pinguim

frequentemente ouço alguma amiga minha, desiludida com o amor, xingando todos os homens da terra, generalizando que todos somos cafajestes, um bando de sem-vergonhas que só pensam naquilo e não estão nem aí para os sentimentos femininos. dizem que o cara não se preocupa com elas em nada; não é gentil, não levanta da cadeira quando ela chega, não puxa a cadeira gentilmente quando ela vai sentar, mal pega na mão dela, não quer ouvir histórias de amigas, não se preocupa com o sexo, enfim, um brutamontes que não se importa. uma pessoa com o coração de pedra.

pois bem, eu sempre ouço esse tipo de conversa. algumas me dizem que tem o dedo podre, que não sabem escolher; outras não precisam nem dizer nada, é notório que estão infelizes; algumas já me disseram que tinham apanhado, mas mesmo assim, continuavam com a pessoa. sim, meu amigo leitor, eu já ouvi muitas dessas histórias. sim, eu tenho muitas amigas e, sim, eu já ouvi todas essas histórias e outras bem mais cabeludas do que as que eu demonstrei acima, mas não convém falar a respeito agora.

uma coisa em comum: todas querem um príncipe encantado, que elas julgam ser o cara gentil, que faz tudo o que o brutamontes acima descrito não faz, e mais um pouco. esse cara até existe, mas tem que procurar. não é fácil achar um amor de pinguim.

estes dias eu disse à cinderela que ela tinha ganhado um amor de pinguim. aconteça o que acontecer. esse amor de pinguim é o amor que o príncipe encantado que toda mulher procura tem a oferecer. estou me comparando a um príncipe, sim, metaforicamente, mas é por que vocês, mulheres, convencionam assim.

eu estou longe de ser um príncipe, mas tenho amor de pinguim. sempre tive. sempre vou ter. tenho meus defeitos e ainda por cima vivo um drama de novela (olha a novela das nove vindo a calhar de novo). mesmo assim, tenho minhas qualidade e acredito que elas são muito maiores do que os meus defeitos e imperfeições.

sem querer ofender, ninguém, amigas, um homem bonito demais, gentil demais, limpo demais só pode ser gay. todo homem de verdade tem uma coisa feia; uma unha encravada, chulé, caspa, espinhas nas costas ou é muito peludo, ou tem tetinhas salientes. o homem precisa ter uma coisa feia pra ser homem. acreditem. mas mesmo assim, um homem é capaz de oferecer um amor de pinguim. acreditem.

o bolo de chocolate ou o amor de pinguim

além de tudo, cinderela me aprece aqui em casa com um bolo de chocolate, feito por ela, dentro da fôrma, ainda quentinho; fora o sorvete; o sorriso, os olhos negros que eu tanto amo, o perfume que invade o meu quarto e insiste em não sair (ainda bem), suas pernas lindas, postura impecável e muita simpatia. não há, até agora nada que eu não goste na cinderela.

pergunta que eu lhe faço, estimado leitor: tem como não amar uma criatura como essa? a cada dia que eu a vejo eu me apaixono um pouquinho mais; falar ao telefone com ela já é apaixonante, vê-la, tocá-la, abraçá-la, beijá-la então torna essa tarefa muito mais fácil. cinderela é apaixonante da cabeça aos pés, e isso já foi dito.

o que ainda não foi dito é que, a cada reencontro, ela vem mais carinhosa, mais fofa, mais surreal, mais real.

cinderela, se continuares assim, terás o teu amor de pinguim, no matter what happen about our lives.

domingo, 18 de abril de 2010

a onda ou o beijo que eu não esperava

cinderela veio me ver hoje a tarde. o cheiro dela deixa meu quarto todo impregnado. é um cheiro bom, doce, suave, como deve ser o nosso relacionamento. tudo sem ser pesado. ouso dizer que cinderela inventou uma frase, que eu a transformei em francês, que cabe para todo e qualquer relacionamento da face da terra, amorosos ou nao:

"les choses doivent être souples. tout ce qui devient dépendant devient lourd."

eu e a cinderela temos um lance tão bom, que eu queria que ele se perpetuasse. ouso dizer que ela me faz sentir coisas que há mito tempo eu não sentia. juro para você, esperto leitor. hoje eu senti uma onda de calor que desceu from the top of my head to the bottom of my feet. foi surreal. absurdo. nunca havia acontecido antes.

uma pessoa que me dá carinho, que é culta, inteligente, viajada, tem um ideal de vida seguro, me faz feliz, me diverte, quer o meu bem. nao se importa pela minha condição física por que sabe que eu sou um puta lutador e que, apesar das baixas nos últimos dias, não vou sossegar enquanto não caminhar de novo. it’s my ultimate goal.

e ela vai me ajudar, eu sei, de uma forma ou de outra, de perto ou de longe. sentirei a presença dela a cada instante, dentro do meu coração, naquele castelo todo branco, ornado com rosas brancas e tulipas amarelas.

i can’t wait for our next rendez-vous !

bjos doces de coração

quarta-feira, 14 de abril de 2010

crise de melancolia?

segundo a definição clássica, melancolia é:

(do grego μέλας "negro" e χολή "bilis") um estado psíquico de depressão sem causa específica. se caracteriza pela falta de entusiasmo e predisposição para atividades em geral.

freud falava na “dor de existir”. não sei se são as minhas costas, mas pareço melancólico hoje. quero ficar na cama, sem fazer nada, mesmo me dizendo que tenho que levantar a cabeça e fazer coisas boas. cinderela sempre me diz isso: “faça coisas boas!”, mas hoje eu queria não fazer nada. pelo menos por enquanto.

você também tem isso, estimado leitor? essa… dor de existir…?

é uma coisa meio estranha e angustiante, que nos faz respirar fundo mais frequentemente, deixa o nosso sorriso virado pra baixo e parece que os nossos olhos perdem o brilho. a gente só ouve músicas calmas e chorosas, não fala muito com as pessoas. é um momento introspectivo, of course.

na wikipédia tem uma definição marcada para revisão, mas vamos lá:

é o ato pelo qual o sujeito observa os conteúdos de seus próprios estados mentais, tomando consciência deles. dentre os possíveis conteúdos mentais passíveis de introspecção, destacam-se as crenças, as imagens mentais (sejam visuais, auditivas, olfativas, sonoras, tácteis), as intenções, as emoções e o conteúdo do pensamento em geral (conceitos, raciocínios, associações de idéias).

eu não achei que essa é uma má definição de introspecção, mas enfim… eu prefiro essa à de melancolia. a partir de agora, conceitualmente, eu estou em um estado introspectivo. prefiro assim por que eu realmente estot tentando tomar consciência de alguns atos mentais que eu andei fazendo e que me colocaram nesse estado. sei que lá fora tem sol. que o dia está lindo e que eu devo sair e fazer coisas boas mas… eu sou obrigado a fazer isso?

sinto que hoje só a cinderela me salva. ou um churrasco com os amigos lá no joão puto. =)

eu prefiro a cinderela, mas se não for possível, aquelas costelinhas finas, gordurosas e deliciosamente mal-passadas vão me ajudar a sair desse estado idiota em que eu me encontro. to só pela cinderela. ;)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

a dor neuropática

esse é o nome da dor que me acompanha desde o dia sete de junho de 2009. é uma dor estranha de ser entendida, imagina explicá-la. grosseiramente falando, é como ter uma corda de aço bem apertada, no meu caso, na altura da parte de baixo do peito. e à medida que o dia avança a corda aperta. dia sim, outro também.

dizem que nem morfina ajuda. é verdade. já usei. não funciona. tem uma outra droga que foi desenvolvida para tentar aplacar a tal dor neuropática, uma que atua nos receptores GABA do tecido nervoso. ele até ameniza a dor, mas de tanto ir atrás de uma solução pra coisa, quem foi ficando nervoso fui eu. meu doc não pode me dar respostas; a ciência só me diz coisas ruins; os exemplos de sucesso ainda são poucos…

e a dor neuropática ali, implacável. todo santo dia. desisti de querer saber e comecei a tentar resolver de outra forma. ignorando-a. o que você acha, amigo leitor, que isso funciona? é claro que não. é aí que a gente aprende a lidar com a dor. a entender onde ela começa, por onde se espalha, o que a faz ser mais ou menos forte.

sentir dor diariamente é uma merda. não saber o porquê dessa dor faz ela ficar pior. ter consciência dela te deixa mais forte, mesmo que em alguns dias ela seja insuportável.

eu estou mais forte.

p.s.: amigos, amores e álcool, não necessariamente nessa ordem, pouco importa se juntos ou separados, ajudam a diminuir a dor. geralmente o álcool te faz esquecê-la por completo, mas ela se vinga de ti no dia seguinte. lembre-se disso. no fim das contas, o que mais acalma a dor neuropática é a ocitocina. aquela enzima que o corpo libera quando participamos de demonstrações de carinho e amor.

cinderela, eu quero mais ocitocina! =)

você quer saber mais sobre a ocitocina, clique aqui.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

o terceiro encontro

cinderela novamente veio ao meu reino para nos conhecermos um pouco mais e conversarmos sobre a vida. sobre a nossa convivência e, sobretudo, para trocarmos a nossa listinha de adjetivos, comtemplando aquilo que um pensa do outro.

era manhã. o tempo estava bom. eu acordei mais cedo para ficar preparado. a noite anterior tinha sido praticamente o fim do nosso conto de fadas, tal o conteúdo, a profundidade e a tristeza da conversa. de toda sorte, no horário marcado, cinderela entra no meu quarto, trazendo consigo o sorriso de uma princesa, o cheiro de uma donzela encantadora, divinamente, magicamente, e puramente linda.

nosso abraço é apertado e longo. é o nosso trato. eu preciso desse abraço.

primeiro eu entrego a minha listinha, os olhos negros da mulher que está prestes a se tornar o meu grande amor fitam aquela lista com curiosidade, alegria e emoção; logo em seguida é a minha vez. recebo a minha lista, não numa folha amarela A4, como era de se esperar, mas eu dois cartões, contendo cada um um punhado de qualidade exaltando a mim, ao que eu represento para ela.

esses encontros são sempre emocionantes. e a carga de emoção da noite anterior ainda paira no ar. mesmo assim, todo encontro com cinderela é bom, pois temos tanta coisa em comum (inclusive alguns adjetivos da listinha) que a nossa conversa sempre sai fácil, é divertida e sincera. cinderela nunca mede palavras. eu sou um pouco mais introvertido (uma cagão, diria meu pai). cinderela vive o momento e age de acordo com a situação; eu penso sempre no que está por vir. são as nossas características que nos distinguem.

a visita, que era para ser de alguns minutos já dura uma hora e meia. essa hora e meia muda a minha sensibilidade. cinderela, e somente ela, tem o poder de me transformar, de mudar os meus sentimentos, de me fazer feliz, quando estou triste, de me trazer alegria quando a tristeza está no ar.

eu já estou no terceiro encontro e ainda nào pude provar novamente o beijo doce e amável dessa criatura inigualável, que está do meu lado. me aproximo mais. ela está inquieta. o momento se aproxima. está na hora. toda pressão que eu tinha sob meus ombros, de repente, some. o encanto da cinderela paira, suave como o seu perfume, ao nosso redor. nota da cinderela: "diz para os teus leitores, caro príncipe, que a tua cantada foi bem fajuta". sem problemas, respondo. nesse caso, o fim foi plenamente justificado pelos meios.

é quase meio-dia e cinderela precisa ir. ela vai, com o seu caminhar que parece ser sobre nuvens, mas deixa, além do seu perfume, doce e agradável, uma certeza: esse conto de fadas está recém começando.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

intenso

se eu tivesse que escolher um adjetivo para a minha conversa com cinderela hoje a noite, intensa seria a palavra mais adequada.

dias trás eu disse que o conto de fadas havia recém começado, and i meant it. ainda acredito nisso. como é difícil perceber coisas dentro de nós mesmo, por mais claras que elas pareçam, por mais evidentes que elas sejam. tem coisas que estão devant nos yeux, e a gente ignora. cinderela vem me dizendo coisas há dias, eu entendi tudo, tudo na frente dos meus olhos, mas preferi fechá-los e deixar acontecer. ainda estou com os olhos fechados. eu não quero abri-los e enfrentar a realidade de que um conto de fadas é infantil e mentiroso.

eu não acredito mais em papai noel e coelhinho da páscoa, mas acredito no amor puro e na mágica que envolve duas pessoas que se amam. cinderela nunca disse que me amava, mas eu juro que ela gosta de mim de uma forma diferente, talvez não seja amor, não haja uma paixão. mas os olhos negros dela (a minha cinderela tem olhos negros) não mentem quando me olham.

love is not a game

eu não jogo de amor, me recuso. cinderela pensa como eu, por isso somos únicos e especiais. o amor nos leva por caminhos misteriosos e sinuosos. o amor é uma onda que começa pequena, no meio do oceano, e empurrada pelo movimento da terra vai crescendo cada vez mais e estoura na praia com toda a força. às vezes a gente surfa essa onda, às vezes ela nos leva à areia do fundo e a gente se arranha. alguém já deixou de brincar com as ondas do mar por que um dia se arranhou na areia do fundo da praia? i don't think so.

cinderela me pediu para que eu não escrevesse muito sobre ela hoje. e eu vou respeitar o pedido dela.

cinderela, espero que o teu sono tenha sido reconfortante e calmo, como um sono de princesa. e que assim que nos encontrarmos, eu possa vê-la sorrir. que eu ganhe aquele abraço apertado e gostoso e que tudo o que está por vir seja bom e mágico, como deve ser um conto de fadas em que a cinderela é a personagem principal.

quarta-feira, 31 de março de 2010

a brand new day

o meu dia começa tarde e meus planos da manhã já se foram por água abaixo... enfim, dormi muito e direto, o que é bom. cinderela, a tua vinda aqui ontem me trouxe paz e harmonia. o chinelinho de tope azul é lindo... é a tua cara, bem cinderela! se não o disse pessoalmente, te digo agora. ontem eu vi teu pé, e agora já posso dizer que eu gosto de ti da cabeça aos pés... =)

o não pensar too much (do post anterior), foi em relação às relações de afeto. eu sei que tu pensa muito (pensar muito é uma qualidade das pessoas inteligentes, o que, às vezes, as torna infelizes, ou ranzinzas, às vezes arrogantes e até chatas para os outros), tanto que tu tens sempre uma listinha do que fazer, para não esquecer de nada, moça certinha e disciplinada, tal qual uma princesa.

o fato de pensar mais ou menos sobre assunto x ou y não é uma coisa controlável. o ser humano pensa (aquele que tem um pouquinho de discernimento sobre a vida) sempre; é o que o torna especial e diferente em relação aos outros animais que habitam nosso planeta (se bem que é muito fácil ver seres humanos agindo como animais, em situações extremas). o que eu quero dizer, cinderela, é que eu não vou deixar de pensar da forma como eu penso. agora é tarde demais pra mim. eu já moldei a minha personalidade dessa forma, e vai ser muito difícil desmontá-la e criar uma nova, ou até mesmo quebrar um pedaço para ver se cresce outro (como o rabo dos lagartos); talvez aparar algumas arestas seja a minha saída, e eu percebo que tu tens o dom de aparar algumas destas minhas arestas.

este, talvez, seja um dos motivos pelos quais eu gosto tanto de ti e da tua presença. contigo eu me sinto um ser humano melhor. que busca um improvement na vida.

eu me considero uma pessoa extremamente intuitiva; e eu capto essas vibrações (boas ou ruins) que estão ao meu redor muito facilmente. te falei sobre isso ontem à noite. o que eu preciso controlar, e isso é factível, é a forma como essas vibrações e sensações interferem no meu dia-a-dia. eu preciso saber bloquear o que é ruim ou não me interessa e absorver tudo o que tem de bom ao meu lado.

tu, ao meu lado, cinderela, é sempre bom, agradável, traz coisas boas, paz, harmonia. tenha um ótimo dia com coisas boas e felizes. te desejo com todo o meu coração. só ficarei triste se, hoje, eu não te ver tal qual uma princesa, com brincos e laços brilhantes e o teu caminhar que mais parece um anjo flutuando acima do solo.

terça-feira, 30 de março de 2010

un sueño argentino

eu, perdido em algum lugar do tempo e do espaço no mundo dos sonhos, neste mundo tão fértil e vasto, ganhei um amigo argentino, acredite se quiser, esperto leitor. ele se chama quique flores é torcedor do rosario central, emprestou-me um boné do seu time, um boné preto, meio gasto nas bordas da frente, e uma camisa da argentina, daquelas oficiais da adidas, número 20 às costas. hesitei um pouco a pedir a camiseta emprestada, mas a viagem era longa e quique e seu pai tinham muita fé em mim e na minha longa jornada de 635 quilômetros atá a fronteira. eu mesmo entrei na casa dele, pé por pé para não acordar sua irmã, para pegar a tal camiseta. a casa era humilde, eu lembro, a à frente dela havia um campo verde. a casa ao lado era da cinderela.. ela não estava em casa, mas eu sentia a presença dela, forte, no meu peito, mesmo assim. era como se eu pudesse vê-la, mas sem tocar. enxergá-la, mas sem definir uma expressão.

agora eu pergunto a você, querido leitor, agnóstico, ateu, esírita, budista, evangélico ou cristão, whatta fuck does that dream meant?

você acredita que os sonhos lhe dão alguma pista do seu futuro? ou que eles são imagens, reflexos do seu passado? ou ainda que são devaneios, às vezes lúdicos, às vezes insanos da nossa mente? no que você acredita, estimado leitor. você já parou pra pensar?

eu sei que a cinderela tem uma caída por buenos aires, mas eu não estava em baires (quisiera yo!). o que fica a 635 km? de onde? para onde? tem alguma coisa interessante em rosario? seria um endereço de bsas, rosario, 635 ?

será algum código que me leve à cinderela? espero que seja algo que me aproxime dela, por que eu acredito que o sonho nos dá dicas do futuro, nos guia a algum lugar, apesar de ter milhares de interpretações.

eu vou acreditar que esse sonho tá me dizendo o seguinte: não deixe de estar perto da cinderela, apesar de não vê-la, ou defini-la. busque-a, corra atrás dela, nem que seja por 635 km, ou que seja na calle rosario 635, em buenos aires. a cinderela é unique. ela não pode ser ignorada. ela tem que ser tratada e buscada a todo o instante, com amor, carinho, respeito e honestidade. essa é a minha interpretação, você astuto leitor, que faça a sua, se quiser. você tem o livre arbítrio se simplesmente ler este texto e me considerar um louco.

eu sou louco pela cinderela. =)

segunda-feira, 29 de março de 2010

a verdade sobre a cinderela

ultimamente vários leitores tem me perguntado quem é a cinderela... ela existe? é de carne e osso? eu fiquei louco e criei um personagem imaginário? o que eu quero com a cinderela? ela vai aparecedr um dia?

bom, eu não vou responder a nada disso, curiosos leitores. vocês hão de concordar comigo que revelar qualquer uma destas questões acabaria com toda a graça das histórias.

meus textos são recheados de personagens reais, eu, por exemplo. também tem personagens reais, que circundam a minha vida de uma fora ou de outra; eles leem e se acham. e também tem personagens fictícios que me ajudam a descrever o meu dia-a-dia de forma simples, divertida e curiosa. seria o caso da cinderela? afinal por que cinderela? poderia eu ter escolhido outro nome? um nome mais real? aurora, talvez.

mas não, eu quero que seja cinderela, e cinderela será. apesar de eu ter gostado da aurora. de repente um dia aurora entre no enredo.

se a cinderela estivesse comigo nesta tarde, eu acho que ela teria gostado dos meus discursos. falei sobre mim, sobre o meu accident e sobre como isso influenciou a minha vida. falei de coisas que eu tenho feito para mim, de como mudei a vida de alguma pessoas para melhor e do que eu espero para o meu futuro totalmente incerto. e aí me perguntei: quão diferentes são as incertezas a respeito do futuro dos outros? ninguém sabe o que vai acontecer consigo daqui a cinco minutos. você sabe, caro leitor?

buscamos sempre antever nossos passos, cronometrar o nosso tempo e regular as nossas necessidades. e fatalmente, uma hora ou outra a gente acerta no que antevê, cronometra e regula. mas isso não é a regra. há uma regra?

a minha regra, agora, é não ter regras. é viver cada momento como se fosse o último, registrando cada sensação, seja de prazer, seja de dor, de alegriia ou tristeza, sem exagerar, sem ser (tão) imprudente (apesar de ser um adepto da imprudência). o que eu quero dizer é que eu procuro ver as coisas simples de forma diferente. valorizá-las. passei a amar as coisas simples. simples assim.

the sweetest things

depois de um breve hiato, como diz um amigo meu, volto a minha novela quase que diária que se transformou esse exercício de pensamentos humanistas.

como eu havia dito, ontem um irmão meu casou. foi emocionante ver duas pessoas que realmente se amam e se curtem realizarem um sonho mútuo. o mais interessante é que dava pra ver na cara deles esse amor emanando por toda a igreja e depois pelo salão inteiro, onde eu e meus amigos bebíamos e lembrávamos de histórias hilárias da época em que ninguém de nós pensava em casar, muito menos consumar o fato. foi divertido e nostálgico. foi bom, mas nem antes, nem depois da meia-noite a cinderela apareceu. eu sabia que ela não iria, mas enfim, a gente sempre espera né... faz parte do ser humano esperar sempre pelo melhor.soa como as aulas do professor pangloss a cândido, dizendo-lhe que tudo sempre está o melhor possível, mesmo que não esteja.

ontem tudo estava o melhor possível. se é que você, astuto leitor, me entende...

e hoje a tarde eu tive a oportunidade e o prazer de "conhecer" pessoalmente cinderela. e confesso que esse encontro me deixou um pouco ansioso (coisa de arianos). local combinado, horário combinado. estou esperando, numa mesa ao fundo. com vergonha. eu, que completo vários anos em breve, supostamente acostumado a situações como essa, estava ansioso, nervoso.

eis que, alguns minutos de espera e entra cinderela no recinto, magnífica, iluminada, sorridente, charmosa, tudo o que eu imaginava e mais um pouco.

resumo da ópera: falamos por mais de quatro horas sem parar, sorrimos, contamos histórias, felizes e tristes, verdades, nada de mentiras, por que contos de fadas não permitem mentiras. eu, que achava que o conto de fadas já havia começado, me enganei redondamente. ele começou hoje.

cinderela foi-se embora e me deixou. me deixou com uma vontade de quero mais. com um desejo incontrolável de ser carinhoso e dar toda a felicidade do mundo a uma pessoa. uma pessoa que pensa como eu, que, de certa forma, age como eu; que sonha como eu. que se envolve com as coisas simples, como eu.

meu fim de semana foi recheado de coisas boas. meu melhor amigo casou-se com uma pessoa inacreditável de boa e eu pude sentir o cheiro e tocar na cinderela. daqui por diante, não se sei exatamente o que me espera, um casamento, acho que ainda não, a cinderela, talvez. ou melhor dizendo, sou eu que estou esperando por ela, ansioso como um ariano apaixonado. eu gosto da cinderela.

sexta-feira, 26 de março de 2010

as ideias da cindy

o meu desativado blog voltou à ativa de uns dias pra cá... nota-se.

é tudo culpa da cindy (posso te chamar assim, carinhosamente, cinderela?). ela entrou no meu caminho e despertou uma luz que me dá vontade de escrever.

cindy tem me dado várias ideias, e eu to gostando das ideias dela. logo, logo, você, prezado leitor, vai ver que algo vai mudar. algumas coisas já mudaram, para melhor, diga-se. mas mudança é o que move esse mundo. tudo muda o tempo todo.

mudar de vida, por exemplo. tenho um par de amigos que eram gordos, quando crianças. hoje são magros e saudáveis. mudaram de vida, por conta. aprenderam a comer direito (voltando à comida). de tempos em tempos eles se oferecem pequenos luxos gastronômicos. volta e meia sai uma janta daquelas de ficar triste, enjoado e com vontade de ir ao banheiro. mas hoje eles são pessoas saudáveis.

tem gente que precisa de um toque, digamos, mais profundo. um trauma. pra mudar de vida. é o fumante que espera ter uma notícia ruim do médico para resolver parar de fumar, ou o alcoolista para parar de beber.

e ainda há aqueles que precisam de um baque ainda maior. chamaremos isso de desastre. é o meu caso. eu precisei de um desastre pra mudar de vida, ou pelo menos encará-la de uma forma diferente. e é aí que a cinderela entrou na minha história.

cindy (eu adorei o cindy, espero que tu aproves, cinderela) e suas ideias utópicas uniu-se perfeitamente ao humanista que hoje pensa a vida de forma diferente. que, apesar das suas limitações físicas tem um cérebro que funciona e que deixou de ser um selfish, self-centered, para pensar um pouco mais nos outros também.

tenho a minha luta, aquela, bem pessoal, que é minha e só minha. mas isso não tem nada a ver e da minha luta cuido eu. eu to aprendendo a lutar, e a cindy tá me ensinando muitas coisas boas.